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Proposta em discussão · desenho ampliado

Guardiões
do Clima

Uma proposta para formar jovens que conhecem o risco do próprio bairro. Da escola às cabeceiras, eles estudariam a chuva com professores e técnicos, testariam sensores e poderiam seguir carreira na prevenção de desastres.

Ilustração de uma professora e dois estudantes observando um pluviômetro no pátio de uma escola brasileira.
FIG. 01Escola e estação propostas · ilustração conceitual
6frentes articuladas
3municípios candidatos ao piloto
5.570municípios no diagnóstico nacional
300escolas na meta proposta para 2034
Caderno de campo · 2026Da escola à bacia

O piloto proposto parte de três municípios com risco de deslizamentos e enxurradas. O diagnóstico nacional orientaria a expansão para lugares com pouca medição.

Ministério da Integração e do Desenvolvimento RegionalSecretaria Nacional de Proteção e Defesa CivilDepartamento de Prevenção e Mitigação
01 O programa

Como uma turma entra na rede de prevenção?

A proposta de Cássio organiza seis frentes. Uma observação feita na escola pode alimentar uma pesquisa, virar um protótipo e abrir caminho para um curso técnico. Cada frente tem uma entrega a testar.

01/06

Educação e cultura de risco

Professores e estudantes estudariam a chuva, a memória dos desastres e as rotas de proteção do bairro. Clubes de ciência e simulados aproximariam as famílias da escola.

Entrega propostaUma atividade de aula e um simulado construídos com a comunidade.
02/06

Monitoramento participativo

A escola compararia instrumentos em segurança. Equipes técnicas instalariam e manteriam sensores nas cabeceiras, encostas e cursos d’água.

Entrega propostaEstações com responsável, calibração, transmissão e rotina de manutenção.
03/06

Dados e memória

A turma ajudaria a recuperar relatos e registros históricos. Técnicos cruzariam a hora e o local das ocorrências com séries de chuva e solo, apoiando estudos de chuva intensa e de estabilidade de encostas.

Entrega propostaUma série verificada e um inventário de ocorrências com data, hora e local.
04/06

Gatilhos e alertas

Técnicos e defesas civis testariam limiares por bacia e documentariam acertos e falsos alarmes. A emissão de alertas e as decisões de emergência ficariam com as autoridades competentes.

Entrega propostaUm protocolo local exercitado e revisto depois do simulado.
05/06

Incubadora de inovação

Um problema real, como perder sinal durante um temporal, viraria desafio para estudantes e institutos federais. Um protótipo validado poderia seguir para incubação e proteção intelectual.

Entrega propostaUm equipamento ou serviço testado com quem vai operá-lo.
06/06

Formação e trabalho

Escolas técnicas e institutos federais poderiam oferecer formação em instrumentação, hidrologia e geotecnia. Estágios supervisionados ligariam os cursos às defesas civis e à manutenção local.

Entrega propostaUma trilha de formação com prática supervisionada e mentoria de egressos.

Escolha uma frente para ver o que ela entregaria.

Ler a ficha completa
02 Instrumentação

Onde medir dentro de uma bacia?

Escolha um ponto no desenho. O instrumento muda com a pergunta e com o lugar onde o fenômeno começa.

1234
Bacia ilustrativa · quatro pontos de observação
01Na cabeceira

O pluviógrafo registra quando a chuva começa e como sua intensidade varia. Uma chuva forte no alto pode passar despercebida pelo equipamento na parte baixa.

02Na encosta

Sensores de umidade e piezômetros ajudam a acompanhar como a água penetra no solo e como a pressão varia. A equipe de geotecnia interpreta as leituras junto às condições do terreno.

03No canal

Um sensor de nível no córrego registra a passagem da cheia. O horário da subida pode ser comparado à chuva a montante e aos registros de ocorrências.

04Na escola

O pluviômetro automático e a leitura manual entram na mesma aula. Os alunos investigam diferenças de medição em local seguro e compartilham as descobertas com suas famílias.

FIG. 03 · tempo →

Simular uma tempestade

  • Chuva na cabeceira
  • Umidade na encosta
  • Nível do canal
  • Chuva no pátio da escola
  1. 1A chuva começa forte na cabeceira.
  2. 2A água infiltra e a encosta fica mais úmida.
  3. 3O nível do córrego sobe depois, mais abaixo.
  4. 4Na escola, a turma compara as leituras e discute a diferença.

Animação ilustrativa com curvas esquemáticas, sem dados medidos. Mostra por que a posição dos instrumentos importa.

03 Primeiros territórios

Três municípios para começar

Cássio propõe Nova Friburgo, Petrópolis e São Sebastião como candidatos. O trabalho do projeto SABO, da cooperação Brasil–Japão, oferece uma base de estudos nos três territórios. A adesão das redes de ensino e das prefeituras ainda precisa ser pactuada.

0122°17′S · 42°32′W
RJ · Região Serrana

Nova Friburgo

Relacionar a chuva nas cabeceiras às marcas de deslizamentos de 2011 e levar a leitura dos instrumentos a uma escola técnica.

0222°30′S · 43°11′W
RJ · Região Serrana

Petrópolis

Comparar chuva de encosta com nível dos rios urbanos e exercitar, com a defesa civil, a comunicação para bairros a jusante.

0323°46′S · 45°25′W
SP · Litoral Norte

São Sebastião

Investigar como corridas de detritos na Serra do Mar atingem a saída dos vales e como as famílias reconhecem as rotas de proteção.

SABO · BR / JP

Como escolher a escola?

MIDR · territórios do SABO ↗

As secretarias de educação cruzariam internamente matrículas e setores de risco alto e muito alto. A equipe receberia totais por escola e por setor, preservando nomes e endereços. A prioridade seria alcançar os jovens que moram nesses setores, mesmo quando estudam em outro bairro.

04 Território

Onde falta medir a chuva?

Nos três candidatos havia cobertura federal no levantamento de agosto. O desafio do piloto é descobrir o que acontece dentro de cada bacia. Para uma futura expansão, o diagnóstico de 5.570 municípios revela outra necessidade: chegar a quem ainda está fora da rede.

BR / 0125.08.2026
Municípios sem estação nas três redes federais analisadas
Compare os critérios do levantamento
1.042

municípios sem estação de chuva identificada na ANA, no Cemaden ou no INMET.

8,42 milhões de moradores nesses municípios · estimativa 2025

Maiores contagens por UFMG 222 · RS 172 · GO 102
Como o mapa foi calculado · tabela por estado

O recorte é de 25/08/2026. Para presença, o estudo considerou o inventário pluviométrico da ANA, inclusive estações históricas, os pluviômetros automáticos cadastrados no Cemaden e as estações automáticas do INMET.

Para operação, o critério foi haver dado da ANA desde 2021, pluviômetro cadastrado no Cemaden ou estação do INMET marcada como operante. São aproximações da disponibilidade de dados.

A contagem segue a malha municipal de 2022. Uma estação do outro lado da divisa fica fora da conta. Redes estaduais, municipais e privadas, radar e satélite ficaram fora do recorte. Cada ponto representa um município. Os totais da tabela incluem todo o recorte, inclusive as ilhas fora do enquadramento. Para estimar risco ou escolher uma escola, é preciso verificar a cobertura local, o histórico de desastres e a exposição.

Contagem de municípios por unidade da Federação
UFAnalisadosSem estaçãoSem medição operacional
AC2211
AL1022141
AM6200
AP1600
BA41750166
CE18400
DF100
ES7800
GO246102133
MA2175071
MG853222325
MS7967
MT1412534
PA1442536
PB22312
PE18502
PI22455139
PR39944108
RJ9235
RN1673060
RO521922
RR1511
RS497172214
SC2957485
SE752253
SP64555212
TO1396472
05 Ciência cidadã

O que uma turma faria com a chuva de ontem?

A estação continuaria medindo à noite e nas férias. Durante o ano letivo, professores e estudantes dariam sentido à série de chuva da própria escola.

01 / Observar

No pátio

Um pluviômetro automático enviaria as leituras à plataforma proposta. Com orientação docente, a turma compararia o acumulado com um pluviômetro manual e investigaria diferenças.

02 / Investigar

Na sala de aula

No clube de ciências, os alunos montariam uma segunda estação didática, a Estação-Sombra. Comparar os dois instrumentos dá uma razão concreta para estudar calibração, gráficos e incerteza.

03 / Compartilhar

Na comunidade

Um boletim escolar relacionaria a chuva às memórias de cheias do bairro. Pelo Protocolo Vigília, os adultos combinariam o fluxo de informação com a defesa civil. Os alertas oficiais cabem às autoridades competentes.

Experimento de aula · simulação

Quanto é um milímetro de chuva?

Se toda a água fosse recolhida sobre um metro quadrado plano, cada milímetro formaria um litro. Mude a altura de chuva e compare as unidades.

10 mm10 L/m²
1 mm50 mm
Como sustentar a estação durante o ano

Formação docente

A minuta prevê dois ou mais professores por escola e propõe 56 horas de formação. A rede de ensino precisaria reservar tempo para planejar aulas, acompanhar o clube e preparar quem assumir a atividade no ano seguinte.

Manutenção e férias

Uma equipe adulta verificaria o nivelamento do coletor, a alimentação e as falhas de sinal. Antes da instalação, a escola e a equipe técnica definiriam quem atende chamados, repõe peças e acompanha as medições nas férias.

Plataforma e acesso aos dados

A Plataforma Guardiões, ainda em desenho, organizaria as séries por escola, sinalizaria falhas e permitiria exportar dados para a aula. O registro precisaria guardar unidade, hora, intervalo, identificação da estação e condição da leitura.

07 Horizonte 2027–2034

Que resultados se quer alcançar?

Escolha um marco para ver as metas propostas na ficha. A fase inicial deve validar a linha de base, os custos e a capacidade das escolas e dos municípios.

Ano da meta proposta
100Escolas participantes
5.000Jovens participantes
150Técnicos formados
100Estações de monitoramento ativas
180Escolas participantes
12.000Jovens participantes
600Técnicos formados
250Estações de monitoramento ativas
300Escolas participantes
30.000Jovens participantes
1.500Técnicos formados
500Estações de monitoramento ativas
Ver as 12 metas e os três marcos
Indicador proposto202820302034
Escolas participantes100180300
Jovens participantes5.00012.00030.000
Professores formados2005001.000
Técnicos formados1506001.500
Especialistas formados2060150
Bolsistas na China (cursos, graduação e pós)1–23–55–10
Estações de monitoramento ativas100250500
Bacias com gatilho de alerta próprio3820
Pedidos de patente e registros de software1410
Startups incubadas2615
Redução de mortes (vs. média 2011–2026)—−25%−50%
Redução de danos em eventos com alerta—−15%−30%

Para mortes por deslizamentos e enxurradas e danos em eventos com alerta, a referência proposta é a média de 2011–2026 nos municípios atendidos. A intensidade das chuvas varia entre anos. A avaliação precisaria considerar essa variação para estimar o efeito do projeto.

08 Decisão e implantação

O que permitiria sair da proposta?

A ficha pede à Direção que delibere sobre o conceito e a abertura das tratativas. As datas abaixo organizam o trabalho proposto. Escopo, orçamento, responsáveis e acordos precisam ser formalizados.

Fase 0 · 2026–2027

Pactuar o piloto

Preparar o termo de abertura com DPM e CGNAT, consultar MCTI, MEC e prefeituras, identificar escolas pelos dados agregados e orçar manutenção e formação.

Fases 1 e 2 · 2027–2028

Instalar e testar

Após as adesões, iniciar os clubes, instalar e calibrar a rede técnica e testar uma primeira atividade de aula. Confrontar os limiares com ocorrências e revisar os simulados.

Fase 3 · a partir de 2029

Avaliar a expansão

Comparar transmissão durante as chuvas, uso em aula, desempenho dos alertas e formação técnica. Os parceiros avaliariam a replicação a partir desses resultados.

Documentos e dados

A ficha trilíngue de Cássio, de 02/11/2026, orienta as seis frentes, o piloto e as metas. O diagnóstico do DPM de 25/08/2026 usa ANA, Cemaden, INMET, malha IBGE 2022 e população estimada para 2025 (IPS Brasil 2026). O exemplo de Cunha Porã usa o Atlas Digital de Desastres. Nomes municipais na cópia de apresentação conferidos com o IBGE em novembro de 2026.